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O que é uma guilhotina e como ela funciona?
A guilhotina é um dos instrumentos de execução mais famosos da história, conhecido por sua eficácia e brutalidade. Essa máquina de decapitar foi inicialmente usada na França no século 18 e se espalhou por toda a Europa e América Latina, incluindo o Brasil. Neste artigo, vamos explorar a história da guilhotina, sua evolução e prática no Brasil, bem como suas implicações sociais e morais.
Origem e Desenvolvimento da Guilhotina
A guilhotina foi inventada no final do século 18 pelo carpinteiro francês Tobias Schmidt. A ideia foi desenvolvida a partir de uma máquina de esmagar madeira e se tornou um instrumento de execução tão eficaz que foi adotado por muitos países. A guilhotina consistia em uma plataforma onde o condenado era colocado e uma espada horizontal que se movia com a ajuda de um mecanismo de corda e peso, cortando a cabeça do condenado com uma só ação.
Primeiras Aplicativos da Guilhotina no Brasil
A guilhotina chegou ao Brasil durante o período colonial, e foi inicialmente usada para executar criminosos comuns. No entanto, após a independência do Brasil em 1822, a guilhotina foi usada para executar membros da família real portuguesa, que foram deportados para o Brasil após a revolução liberal em Portugal. Entre esses condenados estava o próprio Infante Pedro Carlos, primo do rei D. João VI.
A Guilhotina no Brasil Império
Durante o período imperial do Brasil, a guilhotina continuou a ser usada para executar criminosos e condenados políticos. No entanto, ao longo do século 19, houve uma tentativa de substituir a guilhotina por métodos de execução mais "civilizados". Em 1889, o governo imperial decidiu abolir a guilhotina e substituí-la pelo tiro de fuzil. No entanto, a guilhotina continuou a ser usada em alguns estados do Brasil até a década de 1920.
Vida Cotidiana do Condenado à Morte
Os condenados à morte no Brasil durante o período imperial eram mantidos em prisões especiais, chamadas de "carcérios de forca". Essas prisões eram conhecidas por suas condições precárias e o tratamento cruel dos presos. Os condenados eram alimentados com comida esparta e eram mantidos em celas isoladas e sombrias. No entanto, alguns condenados eram permitidos a realizar trabalhos ou atividades artísticas antes de serem executados.
A Guilhotina no Século 20
Após a Proclamação da República em 1889, a guilhotina continuou a ser usada em alguns estados do Brasil até a década de 1920. No entanto, ao longo do século 20, a execução à guilhotina foi abolida em todo o Brasil. Em 1906, o Governo Provisório da República decidiu abolir a guilhotina e substituí-la pelo tiro de fuzil. Embora a guilhotina não mais seja usada no Brasil, ainda é lembrada como um símbolo da violência e da brutalidade da justiça no país.
Legado da Guilhotina no Brasil
A guilhotina não apenas foi um instrumento de execução, mas também um símbolo da violência e da repressão no Brasil. Ao longo da história, a guilhotina foi usada para executar criminosos e condenados políticos, mas também foi usada para reprimir a oposição e a dissidência. No entanto, também é importante lembrar que a guilhotina foi usada para proteger a sociedade e manter a ordem.
Conclusão
A guilhotina é um símbolo da história e da práctica da decapitação no Brasil. Desde a sua chegada ao país durante o período colonial até a sua abolição no século 20, a guilhotina foi um instrumento de execução eficaz e brutal. No entanto, também é importante lembrar que a guilhotina foi usada para reprimir a oposição e a dissidência, e é um símbolo da violência e da brutalidade da justiça no Brasil.
Perguntas Frequentes
Q: Quando a guilhotina foi inventada? A: A guilhotina foi inventada no final do século 18 pelo carpinteiro francês Tobias Schmidt.
Q: Em que ano a guilhotina foi abolida no Brasil? A: A guilhotina foi abolida em 1889, após a Proclamação da República.
Q: Qual foi o último uso da guilhotina no Brasil? A: O último uso da guilhotina foi em 1922, no estado de São Paulo.
Q: O que aconteceu com os condenados à morte que não eram executados à guilhotina? A: Os condenados à morte que não eram executados à guilhotina eram normalmente fuzilados.
Referências
- Biblioteca Nacional do Brasil. (s.d.). História da Justiça no Brasil. [online]. Disponível em: https://www.bibliotecanacionaldigital.gov.br/obra/?id-237&vmdestaque
- Memorial do Imigrante. (s.d.). História da Imigração no Brasil. [online]. Disponível em: https://www.memorialdosimigrantes.gov.br/histo/IMIGRAÇaO%20NO%20BRASIL%2018%20SȨCULO%20át%2029%20SȨCULO.pdf
- Arquivo Nacional do Brasil. (s.d.). História do Brasil Imperial. [online]. Disponível em: https://www.arquivonacional.gov.br/historia-do-brasil-imperial/